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Posts Tagged ‘Bela Vista’

Casarão Belvedere, Rua Pedroso, Bela Vista  - SP

Foto: Hélio Bertolucci Jr.

 
Diálogo com a cidade: a revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO pediu aos arquitetos Alan Chu e Cristiano Kato uma proposta de ocupação do casarão da Bela Vista, do qual surgiu um teatro

Por Danilo Costa
Ilustrações: Gabriel Farias
Fotos: Djan Chu

O ator Paulo Goya orgulha-se de ter morado em locais que emanam arquitetura. Já passou por um hotel parisiense da família de Napoleão Bonaparte e por uma casa paulistana assinada pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik (1896-1972). Hoje, mora no Casarão do Belvedere, que abriga o Espaço Cultural Dona Julieta Sohn, na Bela Vista, em São Paulo – herança de seus bisavós. O imóvel de 1927, erguido pelo arquiteto Rafael Lanzara, foi tombado pelo município em 2002 e hoje enfrenta os mesmos problemas de outros tesouros da cidade: “Os incentivos fiscais ainda são poucos para motivar a conservação desses bens”, fala a arquiteta Clara Correia d’Alambert, do Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura (DPH). Para mostrar como lugares assim poderiam ser revitalizados, ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO pediu aos arquitetos Alan Chu e Cristiano Kato um estudo de ocupação do espaço, do qual surgiu um teatro. Assista também a um vídeo para saber mais sobre projeto elaborado pelos profissionais. E se você ficou com vontade de visitar o casarão, confira a agenda de eventos que acontecem no espaço.

A matéria é da revista Arquitetura e Construção e continua com galeria de fotos e vídeo

Parabéns ao amigo Paulo Goya e desejamos que o projeto e  restauração sejam concretizados, afinal, há anos vem lutando pela restauração deste imóvel e demais benefícios com o governo municipal.

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Bela Vista

Foto: Hélio Bertolucci Jr.

Já foi um lugar de negros fugitivos, mas ganhou fama  pela presença da imigração italiana, dos calabreses, que nele foram instalando inúmeras  cantinas.

O 1º de outubro, considerada a data oficial do bairro, foi o dia em que o imperador Dom Pedro II oficializava num terreno entre as ruas Abolição, Major Diogo, Santo Antonio e São Domingos a construção da Santa Casa de Misericórdia, doado por Antônio José Leite Braga proprietário de vários terrenos na região. Contudo, alguns médicos acharam que ali não era o lugar apropriado para abrigar um hospital e este foi construído na Vila Buarque.

Por que Bixiga? Algumas hipóteses: A primeira diz que os negros que contraiam varíola (bexiga) eram isolados na Baixada do Piques. A segunda é que na região da Rua Santo Amaro existiu um matadouro onde se vendiam bexigas de bois e uma terceira  hipótese ganhou este apelido  de José Bexiga que era dono da estalagem do Bexiga. O nome “Bixiga” não existe oficialmente.

O certo que o bairro ficou mesmo  famoso por suas cantinas, restaurantes e pizzarias,  tornando-o no  inicio da década de 1990 um dos lugares mais badalados de São Paulo, com inúmeros bares com música ao vivo, em especial com cantores de MPB.

Bixiga do café Piu-Piu, do Café do Bexiga, dos inúmeros karokês que existiram na Rua Rui Barbosa.

Bixiga da Igreja e festa da Achiropita, da feirinha de antiguidades na Praça Dom Orione, das lojas de antiquários que funcionam em alguns casarões que  resistiram ao tempo.

Bixiga dos pães italiano, da Padaria 14 de Julho,  São Domingos, Basilicata e Italianinha.

Bixiga dos teatros Oficina, TBC  e Zaccaro (os dois últimos infelizmente fechados). Da danceteria Aquarius que funcionou, no final da década de 1970, no Teatro Zaccaro.

Bixiga do Armandinho do Bixiga , do Adoniram Barbosa e de Dona Yayá.

Bixiga do Vila Tavola, Speranza, Conchetta, Roperto e tantos outros pequenos restaurantes, bares e pizzarias.

Bixiga da Escola de Samba Vai-Vai.

Contudo, esta Bela Vista do Bixiga precisa ser melhor cuidado e o melhor presente que as autoridades poderiam dar a este bairro tão tradicional é a limpeza urbana, pois o bairro anda muito sujo e o tombamento de muitos imóveis importantes que ainda contam a história deste lugar bucólico.

Parabéns Bixiga!!!

 

 

Bela Vista

Foto: Hélio Bertolucci Jr.

Bela Vista

Foto: Hélio Bertolucci Jr.

Visite também: Chega de Demolir S!P – Fotográficas

 

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Pintado

Foto: Roberto Ripoli/Flickr

No dia 26 de Setembro o Centro Cultural Vila Itororó, comunidade localizada na Bela Vista, no centro de São Paulo, promove a sua primeira “Vilada Cultural” evento com diversas atrações como shows, espetáculos teatrais e projeção de filmes. A iniciativa é mais uma das ações da Associação de Amigos e Moradores da Vila Itororó (AMAVILA) – núcleo que mobiliza a comunidade contra uma ação de despejo da Prefeitura – para comemorar os 80 anos de existência da Vila. As apresentações ocorrem no dia 26, a partir das 13h00, e se encerram com uma grande festa.

Entre os grupos convidados para apresentações estão Trupe do Trapo, Parabelo, 1/2 dúzia de 3 ou 4, projeção de filmes diversos e grupo do Ponto de Cultura Bixigão, tradicional referência no bairro. Os grupos apóiam as iniciativas culturais já desenvolvidas na Vila Itororó: todo sábado, uma atração diferente acontece na comunidade. A exemplo do Teatro Oficina, desde a década de 90 muitos artistas conceituados já participaram de apresentações e intervenções a convite do Centro Cultural Vila Itororó. Todas as atrações são gratuitas e abertas ao público.

A Vila Itororó é composta por 70 famílias, e os cerca 250 moradores estão ameaçados de despejo por um projeto da Prefeitura Municipal de São Paulo, que quer transformar a Vila num centro cultural gerido pela iniciativa privada.

As ações culturais da própria comunidade vão de encontro aos argumentos da Secretaria para essa desapropriação: o projeto da prefeitura ignora a existência de cultura no local e ao mesmo tempo ameaça famílias, muitas com mais de três gerações criadas ali, que construíram suas histórias de vida dentro da Vila Itororó.

A Vilada traz ainda a reflexão de que é possível aliar moradores, arte e patrimônio, sem que nenhum dos lados saia prejudicado, e convida os cidadãos paulistanos a conhecerem os experimentos que já acontecem nesse sentido.

Esperamos a participação de todos/as na Vilada e pedimos sua colaboração na divulgação do evento.

Grande abraço,

Pauléo

SAJU-USP

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Foto: Roberto Ripoli

Foto: Roberto Ripoli/Flickr

 

 

Deteriorada, área vai para o Estado, que quer fazer um polo cultural

Marici Capitelli

A Justiça determinou este mês que a Secretaria de Estado da Cultura tome posse da Vila Itororó, no Bexiga, região central. Construído na década de 20 com a proposta arquitetônica de ocupação do espaço público pela comunidade, hoje o lugar, tombado pelo patrimônio histórico, está completamente deteriorado. Com a decisão, 220 moradores deixarão o local.

A área que será reintegrada tem quase 5 mil metros quadrados, onde estão 37 casas e um palacete. O pedido de imissão de posse, aceito pela Justiça, foi feito pela Secretaria de Estado da Cultura. O órgão informou que no local será instalado um polo cultural, sob responsabilidade da Secretaria Municipal da Cultura. A Prefeitura foi procurada, mas não se pronunciou sobre o projeto.

A matéria é do Estadão e continua:

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