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Archive for junho \26\UTC 2009

O Estado de São Paulo acaba de ganhar um novo circuito de turismo chamado Taypa de Pilão. Envolve cinco municípios bem próximos da capital paulista – Barueri, Carapicuíba, Cotia, Embu das Artes, Santana de Parnaíba e São Roque – e que, juntos, têm em comum o patrimônio histórico bandeirista. O lançamento deste novo produto turístico aconteceu hoje pela manhã na Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo (Selt-SP).

Na oportunidade, o secretário Claury Alves da Silva enalteceu a iniciativa deste circuito que vem se estruturando desde 2007, “cuja cultura é benéfica ao turismo, pois hoje o viajante não deseja apenas o lazer, o entretenimento, mas agregar conhecimento, fator em destaque deste produto turístico. Os imóveis antigos preservados nos municípios de Taypa de Pilão também contribuem para o sucesso deste circuito”.

Em nome dos representantes dos municípios presentes, a secretária de Turismo de Cotia, Cristina Oka, falou que esta estratégia regional para o desenvolvimento do turismo foi uma conquista de muitas etapas. Entre outros temas, destacou “a maior representação do projeto jesuítico da ocupação do planalto paulista, a Aldeia de Carapicuíba; a Nossa Senhora da Escada em terracota abrigada na capela de taipa em Barueri; a Reserva Florestal do Morro Grande, maior floresta urbana da região metropolitana, em Cotia; a consagrada Feira de Artes e Artesanato na, também antiga aldeia indígena, Embu das Artes; a terra fundada por bandeirantes que possui um significativo conjunto histórico urbano, em Santana de Parnaíba; e a cidade de São Roque que, além do Roteiro do Vinho, mostra a suntuosidade das casas de fazendas paulistas”.

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Demanda do interior vem parar no Condephaat; queixa é de que atual gestão arquiva ?só para zerar a pauta?

Edison Veiga e Vitor Hugo Brandalise 

Cada cidade, por menor que seja, conhece o próprio valor. O coreto da praça, a igreja matriz, as casas de época, o teatro no centro – bens comuns, mas que ajudam a construir identidade local. A poesia acaba, entretanto, nos dissabores da burocracia. Nos dois últimos semestres, tramitaram no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) 116 pedidos de tombamento referentes a bens do interior paulista.

Desse total, 10 solicitações (8,6%) foram aprovadas – o restante não teria, segundo os conselheiros, neste momento, “relevância”. Do ponto de vista legal, faz sentido. O patrimônio estritamente local deve ser protegido por órgãos municipais. Só que, nesse caso, mais uma vez o problema é administrativo. Apenas 5% das cidades paulistas têm tais estruturas. Para ilustrar a questão, os 116 pedidos citados no parágrafo anterior abrangem 71 municípios. Desses, só 14 contam com o órgão local. Dois terços da demanda do Condephaat vêm do interior.

A matéria foi publicada no Estadão em 21/06/09 e continua:

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Quando:

21 e 28 de junho de 2009

Tradicional festa reunirá em dois domingos mais de 30 nacionalidades de imigrantes.

O Memorial do Imigrante, da Secretaria de Estado da Cultura, realiza, nos dias 21 e 28 de junho, a XIV Festa do Imigrante. O tradicional evento tem por objetivo divulgar as manifestações culturais dos povos imigrantes que chegaram a São Paulo a partir do fim do século XIX e ajudaram a construir a megalópole paulista e o estado de São Paulo.
Realizada nas dependências do Memorial do Imigrante, a festa resgata um pouco da história dos mais de 2,5 milhões de imigrantes que passaram pelo prédio da hospedaria.

Além das exposições permanentes e itinerantes, o visitante terá a oportunidade de conhecer e até voltar às origens com as apresentações de danças e músicas folclóricas e apreciar comidas típicas nas mais de 25 barracas montadas ao longo do Memorial. Para quem preferir levar para casa uma lembrança da terra de origem, também haverá Feira de Artesanato trazida pelas próprias comunidades de imigrantes. Ao todo, serão mais de 30 nacionalidades e etnias participantes.

Entre as várias apresentações, estarão no palco, montado no jardim do Memorial, grupos de imigrantes e descendentes búlgaros, portugueses, lituanos, russos, japoneses, italianos, irlandeses, libaneses, indianos, chineses, espanhóis, africanos e ucranianos, entre outros.

Já entre as especiarias culinárias a serem apreciadas estão: o strudel doce ou salgado e beigli, da Hungria; o sambusa (pastel folhado a quatro queijos) e quiche de alho poró, de Israel; a Chopska salada (porção) e Bamitza (torta salgada), da Bulgária; o alemão Eissbein dianteiro (joelho de porco) servido com molho páprica e a cuca salgada de ricota e salame; e também a Carapulcra (batata desidratada temperada com frango) prato muito apreciado no Peru.
A XIV Festa do Imigrante possibilita ao visitante o contato direto com essas diferentes manifestações que compõem o universo cultural e gastronômico da cidade e do estado paulista.

 

SERVIÇO:
XIV Festa do Imigrante
Programação, veja em notícias no site.
Dias: 21/06 e 28/06, domingos, das 10h às 17h.
Apresentações de danças folclóricas, barracas com comidas típicas e Feira de Artesanato.

MEMORIAL DO IMIGRANTE
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, perto do Metrô Bresser.
Tel.: (11) 2692.1866

Site: www.memorialdoimigrante.org.br

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Foto: Hélio Bertolucci Jr.

Quando vivenciamos dias com muitas chuvas, alagamentos, congestionamentos e rios transbordando logo nos vêm a mente que desejamos pular desta estação do ano para uma com dias mais ensolarados. Contudo, nos dias de muito calor com nossa cidade fervilhando de pessoas, carros, ônibus, motos, com muita poluição, cercada de concreto, prédios e asfalto, queremos também que este período passe bem depressa. Temos uma insatisfação constante entre as quatro estações do ano que não andam tão certeiras como antigamente devido ao tal aquecimento global.

As cidades progrediram e se transformaram, mas muitas atitudes poderiam minizar esse tão fadado aquecimento. Uma delas seria resgatar as ruas em paralelepípedos que acabaram sumindo da paisagem urbana em nome do desenvolvimento e do progresso.

Recentemente apreciei o livro de Aurélio Becherini e observei que o nosso Centro era todo pavimentado em paralelepípedos. Era? Não! O Centro continua pavimentado em paralelepípedos, porém, todas as ruas de pedra foram escondidas em camadas e mais camadas de asfalto. Não só enterraram uma parte de nossa história escondendo as pedras, como também quilômetros e mais quilômetros de trilhos que serviram para as antigas linhas de bondes. Foi uma época de ouro, de grandes progressos que hoje só podemos admirar por fotografias.

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Foto: Aurélio Becherini

Na maioria das cidades brasileiras transformaram ruas antigas pavimentadas em pedra para asfalto em nome do sinônimo de desenvolvimento e progresso. Aqui na cidade de São Paulo são poucas as ruas que ainda sobrevivem e se estão assim é porque ainda não houveram reclamações de moradores que preferem sua rua mais silenciosa quando se tem um certo volume no trânsito de carros.

É certo que muitos carros transitando em ruas de paralelepípedos fazem um certo barulho, mas os benefícios que podem trazer são inumeráveis. Hoje elas não precisariam ser inteiras em paralelepípedos, mas se mantivessem alguns trechos já cooperariam para uma cidade mais ecológica e os proprietários de automóveis estariam economizando combustível e conseqüentemente a cidade teria menos poluição.

Conhecendo um pouco sobre esta pedra, ela tem este nome devido a forma paralelograma (6 faces) é uma rocha granítica e hoje é mais utilizada na confecção de jardineiras e contenção de encostas. Considerada um ótimo investimento para pavimentar ruas com percursos de baixa velocidade, ruas que trafegam veículos pesados e ainda tem o menor custo de manutenção e garantia de milênios.

É uma forma eficiente e barata de pavimentação ecologicamente correta, pois permite a infiltração da chuva, recarregando os lençóis freáticos e diminuindo os riscos de enchentes. O asfalto, por sua vez, reúne uma quantidade danosa de produtos tóxicos para sua produção, absorve e libera todo o calor de um dia ensolarado. Pode-se observar que, em ruas de muito tráfego de veículos pesados, o asfalto até cede e forma volumes devido ao calor excessivo e peso dos veículos. Uma rua de paralelepípedos, por questões geológicas absorve menos calor e com o passar do tempo desempenha funções importantes para o meio ambiente como o aparecimento de fungos, gramíneas entre outras espécies.

Desde o ano de 2005, segundo o site da Prefeitura de São Paulo, foram anunciadas que ruas e mais ruas perderiam seu charme em paralelepípedos para se transformarem em ruas de asfalto. Os bairros da Vila Maria e Vila Guilherme foram os últimos “condecorados” com o chamado “entrar no ano com o pé direito”. Acredito que a Zona Norte ainda era o lugar de São Paulo onde mais se tinham ruas calçadas de pedra. No biênio 2005/2006 foram recapeadas 50 e em 2007 mais 40 ruas. Em 2008, o prefeito Gilberto Kassab anunciou que a Prefeitura recapearia muito mais ruas e outras de terra também entrariam na lista de que receberiam capa asfáltica pela primeira vez. No entanto neste ano mais de 157 ruas em paralelepípedos sumirão da paisagem urbana da cidade.

É lamentável que nos dias de hoje, com tantas informações e estudos, as cabeças pensantes desta cidade em nome do progresso, utilizem verbas para asfaltar determinadas ruas já que as mesmas encontram-se pavimentadas em paralelepípedos, em bom estado de conservação, são ecologicamente corretas, sem contar, que estas verbas poderiam ser aplicadas em outras melhorias da cidade.

No caminho inverso do denominado progresso, a cidade paraibana de Campina Grande, optou por calçar algumas ruas com o pavimento de pedra e a cidade mineira de Ouro Preto mantém até hoje suas ruas com calçamento de pedra por questões históricas e de turismo. Nessas cidades com certeza os carros não deixaram de circular. Em julho último o blog ‘Amigos de Pelotas’ trouxe um debate acirrado se deveriam ou não cobrir com asfalto algumas ruas centrais daquela cidade gaúcha, substituindo as pedras pelo asfalto.

O que observo é que temos que caminhar para um mundo mais ecológico. Ainda é melhor informar os cidadãos da importância de se manter a cidade com este piso milenário em bom estado de conservação que poderá ainda servir para diminuir a velocidade dos veículos, se não em todo seu trajeto, pelo menos em determinados trechos , do que se pegar caminhões de asfalto e ir impermeabilizando toda cidade.

O que nosso país precisa é de governantes ecologicamente corretos e preocupados com o impacto de suas ações ao meio ambiente. A cidade de São Paulo que cresce desordenadamente, não seguindo a risca nenhum plano de desenvolvimento, ainda poderá entrar no rol das cidades ecologicamente corretas.

Como um internauta gaúcho respondeu no blog que promoveu o debate em Pelotas: “manter as ruas de paralelepípedos é uma questão de sensibilidade”. 

 

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