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Archive for outubro \24\-03:00 2009

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Edifício na Av. Celso Garcia. Brás. Foto: Hélio Bertolucci Jr.

Edifício na Av. Celso Garcia. Brás. Foto: Hélio Bertolucci Jr.

Pesquisa é da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Edifícios estão abandonados por diversos problemas.

Do G1, com informações do SPTV 

Uma das soluções para a falta de moradia na capital paulista pode estar no Centro de São Paulo. Um estudo inédito da Universidade de São Paulo (USP) revela que, apenas na região central da cidade, há mais de 150 prédios vazios que poderiam servir de moradia. Veja o site do SPTV A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP ampliou a pesquisa dos prédios da capital paulista a pedido da Companhia Estadual de Habitação (Cohab). A faculdade fez um levantamento incluindo o Glicério, Brás, Pari, Santa Cecília, Liberdade, Bixiga e Cambuci.

A matéria é do site G1 e continua:

Nota do blogueiro: Caminhando um pouco pelo Centro ou por outras regiões da cidade, não precisa ser especialista para imaginar que muitos imóveis podem ser aproveitados para moradias. Na Av. 9 de Julho tem um edifício de apartamentos, creio eu da União, que parece que foi bombardeado. Se tirarmos uma foto e pedir para alguém identificar certamente falaria que a foto foi tirada no Afeganistão. Por todos os bairros da cidade existem inúmeros imóveis – entre casas e prédios – abandonados. Creio que seja mais fácil falar em deficit habitacional, construir mais e mais edifícios na cidade do que aproveitar os já existentes.

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Santa Cecília

Bairro Santa Cecília com o "minhocão". Foto: Hélio Bertolucci Jr.

 

Lei, polêmica, barraria construções que obstruam vista de patrimônios e protegeria traços históricos da capital

Rodrigo Brancatelli, O Estado de S. Paulo

Uma São Paulo sem o Elevado Costa e Silva. Sem prédios em volta do Parque do Ibirapuera, sem a Ponte Octavio Frias de Oliveira (a ponte estaiada), sem a polêmica cobertura branca desenhada por Paulo Mendes da Rocha na Praça do Patriarca. Em suma, sem empreendimentos imobiliários, obras faraônicas ou intervenções artísticas que atrapalhem a paisagem da cidade e obstruam a vista de marcos urbanísticos paulistanos. A intenção – que, no mínimo, tem todos os ingredientes para causar polêmica – está contemplada agora no Plano Diretor da Paisagem Urbana, novo projeto de lei formulado pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) da Prefeitura para proteger os traços históricos da capital.

Trata-se de uma espécie de segunda fase da Lei 4.223/06 , a Cidade Limpa, principal vitrine da primeira gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Depois de retirar os outdoors e os anúncios das fachadas, planeja-se agora evitar que novos prédios ou viadutos tampem a visão do patrimônio. “O Plano Diretor da Paisagem Urbana será um conjunto de regras para manter o urbanismo que queremos na cidade”, diz a arquiteta Regina Monteiro, diretora de Projetos, Meio Ambiente e Paisagem da Emurb, que prepara o texto. “Veja, por exemplo, o Minhocão: se tivéssemos essa lei antes, nunca teriam construído aquele monstro. Ou não teriam construído tantos prédios em volta do Ibirapuera, que hoje sufocam o parque e atrapalham a visão das áreas verdes. O que queremos com este novo projeto de lei é que seja possível enxergar espaços que estão fechados atualmente e proteger aquilo que ainda é caro para os paulistanos.”

A matéria é do Estadão e continua:

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Divulgação

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Quando foi inaugurado na Rua Conselheiro Crispiniano, em 1951, o Cine Marrocos era considerado o mais luxuoso da cidade. Durante muitos anos, os homens só podiam ir às suas sessões se estivessem de gravata. Mas assim como outras salas do centro, perdeu público e, em 1997, fechou suas portas. Reabriu vez ou outra para eventos e, depois de dois meses de reforma, assume nesta semana sua nova vocação festeira. Entre quinta (1) e domingo (4), recebe a feira Vive La Fête, uma espécie de Casa Cor do setor de festas, com cenários para casamentos, encontros entre amigos e bailes de 15 anos assinados por profissionais como o decorador Vic Meirelles. Vamos unir a arquitetura antiga do lugar à modernidade desses ambientes, afirma o cenógrafo Marcelo Bacchin, curador da mostra.

A matéria é da revista Veja São Paulo

 

Veja também:

A cidade de São Paulo nos anos 60

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Divulgação

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Renato Machado e Vitor Hugo Brandalise

Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) tombou ontem o espaço interno do tradicional Cine Ipiranga, localizado na avenida de mesmo nome, na capital. O local foi fundado em 1943 e viveu os grandes momentos dos cinemas de rua na região central. Há quase cinco anos, foi exibida a última sessão no Cine Ipiranga, que se encontra fechado e sem previsão de reabertura.

A parte externa do Cine Ipiranga já havia sido tombada pelo Conpresp. O prédio é um projeto do arquiteto Rino Levi, que realizou na cidade outras obras famosas, como a sede do Teatro de Cultura Artística, que pegou fogo no ano passado. “É importante preservar o Cine Ipiranga porque é um projeto do Rino Levi, que representa bem a obra dele. Além disso, é um cinema bem resolvido e inovador”, diz o presidente do Conpresp, o arquiteto José Eduardo de Assis Lefèvre.

A matéria é do Estadão e continua:

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Foto: Divulgação/Fundação Casa

Previsto para abrir em agosto de 2010, espaço terá ciclovia, quadras e viveiro; obras começam em dezembro, três anos após anúncio Um dos prédios será dedicado à história da Febem e incluirá visita a um velho alojamento

As violentas imagens de rebeliões que marcaram a existência da unidade da Febem no Tatuapé, na zona leste, vão ceder lugar, no próximo ano, a cenas mais tranquilas, como passeios ciclísticos e aulas de dança.

A matéria é do Jornal Destak e continua:

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Foto: Adriano Vieland

Foto: Adriano Vieland

Por Solange Spigliatti

São Paulo – O prefeito Gilberto Kassab assinou hoje a liberação de investimento de R$ 2 milhões para restauro do antigo Colégio Campos Salles, na Liberdade, que será transformado no Museu de Arte Moderna Nipo-Brasileira.

A prefeitura, em convênio com o Instituto Manabu Mabe, vai liberar o dinheiro, que será utilizado nas obras do piso, forro, escadarias, paredes internas, pintura interna, instalações prediais e ornamentos do local.

A matéria é do site da Editora Abril e continua:

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Casarão Belvedere, Rua Pedroso, Bela Vista  - SP

Foto: Hélio Bertolucci Jr.

 
Diálogo com a cidade: a revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO pediu aos arquitetos Alan Chu e Cristiano Kato uma proposta de ocupação do casarão da Bela Vista, do qual surgiu um teatro

Por Danilo Costa
Ilustrações: Gabriel Farias
Fotos: Djan Chu

O ator Paulo Goya orgulha-se de ter morado em locais que emanam arquitetura. Já passou por um hotel parisiense da família de Napoleão Bonaparte e por uma casa paulistana assinada pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik (1896-1972). Hoje, mora no Casarão do Belvedere, que abriga o Espaço Cultural Dona Julieta Sohn, na Bela Vista, em São Paulo – herança de seus bisavós. O imóvel de 1927, erguido pelo arquiteto Rafael Lanzara, foi tombado pelo município em 2002 e hoje enfrenta os mesmos problemas de outros tesouros da cidade: “Os incentivos fiscais ainda são poucos para motivar a conservação desses bens”, fala a arquiteta Clara Correia d’Alambert, do Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura (DPH). Para mostrar como lugares assim poderiam ser revitalizados, ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO pediu aos arquitetos Alan Chu e Cristiano Kato um estudo de ocupação do espaço, do qual surgiu um teatro. Assista também a um vídeo para saber mais sobre projeto elaborado pelos profissionais. E se você ficou com vontade de visitar o casarão, confira a agenda de eventos que acontecem no espaço.

A matéria é da revista Arquitetura e Construção e continua com galeria de fotos e vídeo

Parabéns ao amigo Paulo Goya e desejamos que o projeto e  restauração sejam concretizados, afinal, há anos vem lutando pela restauração deste imóvel e demais benefícios com o governo municipal.

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Bela Vista

Foto: Hélio Bertolucci Jr.

Já foi um lugar de negros fugitivos, mas ganhou fama  pela presença da imigração italiana, dos calabreses, que nele foram instalando inúmeras  cantinas.

O 1º de outubro, considerada a data oficial do bairro, foi o dia em que o imperador Dom Pedro II oficializava num terreno entre as ruas Abolição, Major Diogo, Santo Antonio e São Domingos a construção da Santa Casa de Misericórdia, doado por Antônio José Leite Braga proprietário de vários terrenos na região. Contudo, alguns médicos acharam que ali não era o lugar apropriado para abrigar um hospital e este foi construído na Vila Buarque.

Por que Bixiga? Algumas hipóteses: A primeira diz que os negros que contraiam varíola (bexiga) eram isolados na Baixada do Piques. A segunda é que na região da Rua Santo Amaro existiu um matadouro onde se vendiam bexigas de bois e uma terceira  hipótese ganhou este apelido  de José Bexiga que era dono da estalagem do Bexiga. O nome “Bixiga” não existe oficialmente.

O certo que o bairro ficou mesmo  famoso por suas cantinas, restaurantes e pizzarias,  tornando-o no  inicio da década de 1990 um dos lugares mais badalados de São Paulo, com inúmeros bares com música ao vivo, em especial com cantores de MPB.

Bixiga do café Piu-Piu, do Café do Bexiga, dos inúmeros karokês que existiram na Rua Rui Barbosa.

Bixiga da Igreja e festa da Achiropita, da feirinha de antiguidades na Praça Dom Orione, das lojas de antiquários que funcionam em alguns casarões que  resistiram ao tempo.

Bixiga dos pães italiano, da Padaria 14 de Julho,  São Domingos, Basilicata e Italianinha.

Bixiga dos teatros Oficina, TBC  e Zaccaro (os dois últimos infelizmente fechados). Da danceteria Aquarius que funcionou, no final da década de 1970, no Teatro Zaccaro.

Bixiga do Armandinho do Bixiga , do Adoniram Barbosa e de Dona Yayá.

Bixiga do Vila Tavola, Speranza, Conchetta, Roperto e tantos outros pequenos restaurantes, bares e pizzarias.

Bixiga da Escola de Samba Vai-Vai.

Contudo, esta Bela Vista do Bixiga precisa ser melhor cuidado e o melhor presente que as autoridades poderiam dar a este bairro tão tradicional é a limpeza urbana, pois o bairro anda muito sujo e o tombamento de muitos imóveis importantes que ainda contam a história deste lugar bucólico.

Parabéns Bixiga!!!

 

 

Bela Vista

Foto: Hélio Bertolucci Jr.

Bela Vista

Foto: Hélio Bertolucci Jr.

Visite também: Chega de Demolir S!P – Fotográficas

 

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